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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

De um momento para o outro

Algo estranho nestes dias sonâmbulos.
Que se guiam sozinhos comandados pelo inconsciente.
Atenuam algo que se esconde para não machucar
Um coração aturdido sem o calor do teu olhar.

Indecisão sobre o caminho a tomar
Dar azo ao ditado e deixar-te voar
Se alguma vez foste minha por certo irias voltar
caso contrário, uma lembrança vou sempre guardar.

Tu és especial, um cliché de palavras a desenhar,
Esta imagem que de ti consegui escrevinhar.
Da ideia de que o perfeito é impossível de encontrar,
Mas em ti encontrei algo perfeito para para eu amar.

Encosto a cabeça no ombro e deixo-me aconchegar
decido que hoje vou te abraçar
mesmo que uma ultima vez...o contacto quero partilhar

domingo, 31 de maio de 2015

E o tempo passa

O vento quase que afaga o luto entranhado
entardecido pela dor da separação
O vento quase que leva para longe a sensação
do ultimo toque físico que não terá repetição


Um barco que mais uma vez observo deste papel
Aquele do qual para o outro não quero trocar
Apenas imagino as sensações que desejo não sentir
E no eterno, os que mais quero, não ver partir.

A vida está em constante renovação e redenção
Um fluxo que não tem paragem ou interrupção
Somos filhos, tios, pais, avós...
E no fim apenas ficará,
aqueles cuja marca vincou e teimou entrar
a sensação de um adeus ténue, injusto e inócuo
Pois não mais, para trás vamos voltar.