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domingo, 31 de maio de 2015

E o tempo passa

O vento quase que afaga o luto entranhado
entardecido pela dor da separação
O vento quase que leva para longe a sensação
do ultimo toque físico que não terá repetição


Um barco que mais uma vez observo deste papel
Aquele do qual para o outro não quero trocar
Apenas imagino as sensações que desejo não sentir
E no eterno, os que mais quero, não ver partir.

A vida está em constante renovação e redenção
Um fluxo que não tem paragem ou interrupção
Somos filhos, tios, pais, avós...
E no fim apenas ficará,
aqueles cuja marca vincou e teimou entrar
a sensação de um adeus ténue, injusto e inócuo
Pois não mais, para trás vamos voltar.



quarta-feira, 23 de abril de 2014

Desafios

Desafio número 1:

Fazer com que a mãe utilize o tablet.

Dificuldades:
  • A unha não serve de muito
  • O ecrã não queima
  • Podes sempre voltar para trás sem teres que me perguntar o que fizeste (difícil saber visto que não estava lá) 
Resultado: Superado

Notas:
  • Aprender a utilizar o facebook foi num abrir e fechar de olhos.


Desafio número 2:

Ajudar o pai a repor o estado do windows para um ponto de restauro.

Dificuldades:
  • Milhares de kilómetros de distância
  • Chamadas que caiem constantemente
  • A utilização de teclas nunca antes percepcionadas
  • Não saber a password do administrador
Resultado: On going process...

Notas:
  • é um verdadeiro desenrascado, aprende depressa demais

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Hoje já sei

Hoje sei porque...
Porque quando estás arrumas o quarto de alguém
Sem ninguém dar por isso,
Sem mencionares tal facto
Sem que com isso queiras dizer algo nas entrelinhas.

Hoje sei porque...
Ficas sereno e observas os momentos entre nós
Sem que com isso seja motivo para ficares de fora
Sem sequer ser falta de interesse, pelo contrário
Sem deixares de parecer sempre presente.

Hoje sei porque...
O prazer das pequenas coisas que tiras quando voltas
Do mais pequeno afazer ao mais moroso e complicado
A vontade de ajudar e estar presente
Conquistar o tempo e o espaço que a vida nos retirou
sem invadir ou impor a presença a quem mais se gosta.

Hoje cresço mais um bocadinho, todos os dias que volto.
Encontro quem fica e procuro entrar, calmo e sereno.
Não interferindo em rotinas que, após pouco tempo,
já não parecem ser minhas

Hoje sei porque sou assim,
Reservado e cauteloso, não por algum trauma ou agrura da vida
Sou porque hoje vejo mais de ti em mim e gosto.
Respeitador e preocupado
Sou porque, propositado ou não, foi algo que nos passaste.

Hoje sei que um dei serei um bom pai
Mesmo ainda tenho muito que crescer como homem,
O serei pois o modelo que quero para mim, já o encontrei em ti.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Morabeza

Nem sei ao certo que significado,
guarda esta palavra.
Não percebo sequer a razão
pela qual ela agora,
decide e materializa-se
sem permissão e oposição.

Lado a lado,
com a dor de estar longe.
Daqueles que amamos,
e sofrem sem amparo.
Uma palavra, um toque, um carinho...

Nem mesmo o cliché,
que estarás sempre o coração.
Chega para dourar tal situação.

Nem mesmo o espectável,
de toda a situação,
deixa-me acalmar...um anseio
que todos aqui partilhamos.

Desejo de um abraço forte,
e sentir que a dor por todos,
é partilhada e superada.

A ti ... Pai neste momento...